Limite de Liquidez – ABNT NBR 6459

O que é o Ensaio de Limite de Liquidez?

ENG. DR. PAULO M F VIANA

A liquidez de um solo é a propriedade que o mesmo apresenta de fluir ou deformar quando submetido a uma tensão.

Limite de Liquidez:

Para a análise do limite de liquidez deve se observar o fato de que se for colocado uma fração do solo, em estado fluido, em um recipiente, o solo se adequa a forma do recipiente. Caso se abra uma fenda nessa massa de solo, percebe-se que quanto mais próximo o solo esteja do estado sólido, ou seja, quanto menor a sua umidade, mais demorado será o fechamento da fenda, quando a massa for exposta a algum abalo físico. Arthur Casagrande, o responsável pela padronização deste ensaio, convencionou que o limite de liquidez nada mais é que o fator de umidade correspondente ao fechamento de uma fenda padronizada no solo contido em um aparelho intitulado de aparelho de Casagrande, após 25 golpes em condições pré-determinadas. A norma ABNT NBR 6459 descreve a realização do ensaio do limite de liquidez de solos. O limite de liquidez (wL) é o teor de umidade de um solo, que delimita o estado de consistência limite entre os estados líquido e plástico. O estado líquido de um solo argiloso é apresentado quando o material escoa apenas pela ação de seu peso próprio e da gravidade, e o estado plástico de um solo é aquele em que se pode moldar o solo, sem que ele se desmanche. Os equipamentos utilizados para realizar o ensaio limite de liquidez são: – Estufa elétrica capaz de manter a temperatura entre 60°C e 65°C e entre 105°C e 110°C, uniforme em todo seu interior; – Placa de vidro com dimensões mínimas de 300 x 300 x 3 mm, sendo uma das faces esmerilhada; – Espátula de lâmina flexível de aço inox, com aproximadamente 80 mm de comprimento e 20 mm de largura; – Espátula trapezoidal com aproximadamente 120 mm de comprimento 60 mm de largura na extremidade; – Aparelho de Casagrande; – Cinzel; – Balança eletrônica que permita pesar nominalmente até 200 g, com resolução de 0,01 g e sensibilidade compatível; – Cápsulas de alumínio para determinação do teor de umidade; – Recipiente de vidro ou plástico para acondicionamento de amostras.

Execução do Ensaio: 

O ensaio é realizado em material passado na peneira ABNT N°40, preparado como condiz na norma ABNT NBR 6457.
Satura-se a amostra com água destilada deixando-a em repouso, por mínimo 12 horas. Após o período de repouso colocar a amostra sobre a face não lisa da placa de vidro;
Mistura-se então até se formar uma pasta uniforme, de consistência tal que sejam necessários cerca de 15 golpes no aparelho de Casagrande para que a rachadura se feche. A homogeneização deve ser feita entre 15 e 30 minutos, sendo que o maior intervalo de tempo é destinado a solos muito argilosos.
Parte da mistura é então transferida para a concha do aparelho de Casagrande com auxílio da espátula flexível, garantindo que a parte central tenha a espessura da ordem de 10mm evitando a existência de bolhas de ar no interior da mistura.
Com a superfície do solo preparada, divide-se a massa de solo em duas partes, com a ajuda do cinzel, a ranhura deverá ser homogênea, lisa e desobstruída de restos de materiais. Esta etapa deverá ser feita com a concha fixada no aparelho de Casagrande.
Com todos as partes do aparelho de Casagrande estão limpas e a ranhura bem feita, deve-se girar a manivela, ritmadamente e à razão de 02 (duas) voltas por segundo, que fará com que a concha caia em queda livre da altura de 10mm contra a base do aparelho.
O número de golpes necessários para que as bordas inferiores da ranhura se unam ao longo de aproximadamente 13 mm é anotado. Caso a ranhura se fechar de modo irregular a amostra não foi suficientemente homogeneizada, sendo inválida esta determinação.
Parte do material das bordas que se uniram, deve ser transferido imediatamente para o recipiente adequado à determinação do teor de umidade, e o restante do solo do aparelho para a placa de vidro. Limpar a concha e o cinzel.
O material na placa de vidro deve ser homogeneizado novamente até ter uma diminuição gradativa de seu teor de umidade. Essa operação deverá ser repetida no total de 05 (cinco) pontos de ensaio, em um intervalo de 15 a 35 golpes.

Resultado:

A partir dos valores anotados, deverá se construir um gráfico de tal forma que a ordenada seja a quantidade golpes aplicados na amostra, em escala logarítmica, a abcissa por sua vez são os teores de umidade correspondentes, em escala aritmética. Deve-se traçar então uma reta de tendência a partir dos pontos obtidos no ensaio, e a partir desta deve se obter o teor de umidade correspondente a 25 (vinte e cinco) golpes, expresso em porcentagem e arredondado para o número inteiro mais próximo, que por definição, é dado como o limite de liquidez do solo, (Figura abaixo).

COMO O LTEC FAZ?

O LTEC recomenda que todos os equipamentos sejam calibrados e o ensaio seja realizado em embiente com temperatura controlada.

O LTEC ainda recomenda que seja seguido criteriosamente o Procedimento Operacional do Ensaio.

 

Para mais informações entre em contato:

 

Eng. Dr. Paulo M F Viana
CREA 66549/D
(62) 99619-7946
paulo@ltec.eng.br

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